O mercado de desenvolvimento de software em Teresina cresceu rápido nos últimos anos, e com ele apareceu de tudo: software houses estruturadas, freelancers excelentes e gente vendendo template como sistema sob medida. Do lado de quem contrata, é difícil distinguir os três antes de já estar dentro do projeto.
Estas são as sete perguntas que, na nossa experiência, revelam mais do que qualquer portfólio.
1. Quem exatamente vai escrever o código?
Vendedor bom não é desenvolvedor. Pergunte quem estará no projeto no dia a dia e se você vai falar com essa pessoa ou só com um intermediário. Ruído entre quem entende o negócio e quem escreve o código é a causa número um de retrabalho.
2. De quem é o código no fim do projeto?
A resposta precisa estar no contrato, não na conversa. Sistema que roda em conta que você não controla é refém. Peça acesso ao repositório desde a primeira semana.
3. Com que frequência eu vejo algo funcionando?
Se a resposta for "na entrega", o risco é todo seu. Ciclo de demonstração curto — semanal, de preferência — é o que permite corrigir rumo enquanto ainda é barato.
4. O que acontece se aparecer um bug depois da entrega?
Prazo de garantia, canal de suporte e tempo de resposta. Por escrito. Fornecedor que trata isso como detalhe está vendendo só a parte fácil do trabalho — veja o que deveria estar incluído na mensalidade de manutenção.
5. Quanto custa mudar de ideia no meio?
Nenhum escopo sobrevive intacto ao contato com o uso real. O que diferencia um bom parceiro é ter um processo claro para mudança de escopo, não fingir que ela não vai acontecer.
6. Onde o sistema vai rodar, e quanto custa por mês?
Hospedagem, banco de dados, envio de e-mail, domínio. Some tudo antes de assinar. É comum o custo mensal de infraestrutura surpreender depois do lançamento.
7. Posso conversar com um cliente antigo?
A pergunta mais simples e a mais reveladora. Quem tem cliente satisfeito coloca vocês em contato sem hesitar.
Por que isso pesa ainda mais aqui
Em praças como Teresina, o mercado funciona muito por indicação — o que é bom, mas cria um ponto cego: a gente confia no nome de quem indicou e pula a diligência. As sete perguntas acima levam dez minutos de conversa e evitam meses de projeto travado.
Se estiver avaliando propostas agora: mande essas perguntas por escrito para cada fornecedor e compare as respostas lado a lado. A diferença de qualidade fica óbvia.